Jogo 6: Grêmio 2 x 2 Náutico

Aconteceu no dia 28 de maio o primeiro jogo da temporada que viria a ser o grande clássico da Série B em 2005. Grêmio e Náutico entraram em campo, no Olímpico, para fazer um jogo de dois tempos completamente distintos.

Empurrado pela torcida e na esperança de ficar entre os oito primeiros da competição pela primeira vez, o Grêmio foi completamente superior ao adversário na primeira etapa, e colocou a vantagem no marcador com gol de Bruno, aos 24 minutos.

O segundo gol nasceu dez minutos depois: Gustavo, que havia entrado no lugar de Pedro Junior, chutou de fora da área e o goleiro Nilson aceitou. Grêmio 2 a 0.

Com o resultado bem encaminhado, a equipe acabou relaxando na etapa final. Aproveitando-se disso, o Náutico conseguiu chegar ao improvável empate e poderia até ter viradoo jogo, não fossem duas excelentes defesas de Galatto. O sempre perigoso Kuki marcou duas vezes para os pernambucanos: aos 4 e aos 21 minutos.

Surpreendido pela reação do adversário, o Grêmio demorou para reagir e o empate acabou sendo o placar final. A torcida deixou o Olímpico com um sentimento de frustração.

Grêmio: Galatto; Alessandro, Domingos, Marcelo. Oliveira e Escalona (Raone); Pedrinho, Douglas Silva (Tiago Duarte). Bruno e Paulo Ramos (Gustavo); Anderson e Samuel. Técnico: Mano Menezes.

Náutico: Nilson, J. Sertânia (Diego), Tuca, Batata e Aldivan; W. Surubim, Luciano, David e William; Kuki e Romualdo (Cláudio). Técnico: Roberto Cavalo.


Jogo 7: Caxias 1 x 1 Grêmio

O confronto regional contra o Caxias, no Estádio Centenário, no dia 03 de junho, foi marcado por emoções apenas nos últimos 5 minutos de jogo. Durante os outros 85, os goleiros Galatto e Edervan foram meros espectadores de uma partida fraca tecnicamente e sem oportunidades de gol. 

Na primeira etapa, Ânderson privilegiou a torcida com um lampejo de genialidade ao driblar o zagueiro do Caxias com um chapéu magnífico, mas falhou na hora da conclusão mandando a bola pra fora. Na teoria, fazer o gol seria mais fácil do que a jogada inicial. 

Na segunda etapa, os donos da casa foram superiores na posse de bola mas ineficientes nas conclusões.

Sentindo a pressão do adversário, o técnico Mano Menezes mudou de esquema tático, adotando o 3-5-2 e promovendo a estréia do recém contratado, Pereira. 

Quando o empate sem gols parecia o resultado mais lógico, o Grêmio achou seu gol aos 41 minutos: Bruno fez jogada pela ponta e deu o passe para Pedro Júnior, que havia entrado no lugar de Anderson. O atacante só empurrou para as redes. 

Com a vitória nas mãos, o Grêmio relaxou mais uma vez e acabou cedendo o empate aos 45 minutos. Jajá marcou de cabeça. Mesmo deixando o Tricolor entre os oito primeiros colocados, o resultado poderia ter sido melhor.

Caxias: Edervan; André, Luís Fernando e Samuel; Flavinho (Jajá), Wellington Monteiro, Éder Lazzari, Gil Baiano (Camozzatto) e Cris; Fabrício (Flávio) e Guilherme. Técnico: Roberval Davino.

Grêmio: Galatto; Patrício, Domingos, Marcelo Oliveira e Raone; Jeovânio, Nunes, Gustavo (Pereira) e Bruno; Anderson (Pedro Júnior) e Samuel (Fábio Bala). Técnico: Mano Menezes..


Jogo 8: Grêmio 2 x 1 Paulista

Com a credencial de quem disputava uma decisão de Copa do Brasil, o Paulista de Jundiaí foi o adversário gremista no dia 11 de junho, no Olímpico. Foi um jogo muito difícil, como não poderia deixar de ser, mas brilhou a estrela do craque Ânderson, que fez a diferença. 

O primeiro gol nasceu aos 20 minutos: Patrício fez jogada individual e acabou derrubado dentro da área. Marco Aurélio cobrou a penalidade para fazer 1 a 0. Depois, aos 5 minutos da etapa final, Ânderson fez um golaço depois de passar de meia-lua sobre o adversário, aumentando a diferença para dois gols.

O Paulista descontou aos 26 e a lembrança das partidas contra Náutico e Caxias, quando o time cedeu o empate depois de estar vencendo, passou a atemorizar os torcedores, que só puderam explodir de alegria após o apito final. Grande vitória gremista.

Grêmio: Galatto; Patrício, Domingos, Marcelo Oliveira e Raone; Nunes, Douglas Silva, Bruno e Marco Aurélio (Julio Rodriguez); Anderson (Fábio Bala) e Pedro Júnior (Osmar). Técnico: Mano Menezes.

Paulista: Rafael; Lucas, Dema, Anderson e Julinho (Fábio Vidal); Fábio Gomes, Cristian, Juliano (Victor) e Mossoró; Léo e Finazzi (André). Técnico: Vágner Mancini.


Jogo 9: Anapolina 4 x 0 Grêmio

No dia 19 de junho, o Grêmio realizou aquela que, sem dúvida, seria sua pior partida dentro da competição. Uma vergonhosa derrota de 4 a 0 para o Anapolina, na cidade de Anápolis, no interior do Goiás. 

Irreconhecível, a equipe de Mano Menezes viu seus cinco jogos de invencibilidade irem por água abaixo assim como as pretensões de chegar entre os oito primeiros colocados.

A derrota abalou o departamento de futebol, culminando com a saída do gerente Mário Sérgio. Até mesmo a permanência do técnico Mano Menezes no cargo chegou a ser colocada em dúvida pela imprensa. 

Tudo dependeria do jogo seguinte, no Olímpico, contra o Santo André, na época, o líder da competição.

Anapolina: Luis Almeida; Jonathan, Ademir, Cleiton e Róbson; Donizete (Ricardo Araújo), Juninho, Cacá e Anderson; Adriano Magrão (Eder Silva) e Eslei (Wilsinho). Técnico: Aderbal Lana.

Grêmio: Galatto; Patrício, Pereira, Marcelo Oliveira e Raone (Ênio); Nunes, Douglas Silva (Fábio Bala), Bruno e Marco Aurélio; Osmar e Pedro Júnior (Marcel). Técnico: Mano Menezes.


Jogo 10: Grêmio 1 x 0 Santo André

Com o resultado negativo em Anápolis e suas conseqüências na administração do futebol Tricolor, culminando com a saída de Mário Sérgio do cargo de gerente de futebol, o jogo contra o líder Santo André, no Olímpico, passou a ser de alto risco para o Grêmio. Qualquer placar que não fosse a vitória poderia decretar uma crise sem precedentes ameaçando inclusive o retorno do clube à elite do futebol brasileiro, objetivo maior naquele momento.

Empurrado pelo torcedor, que em nenhum momento se deixou levar pela aura negativa que pairava sobre o Olímpico, o Grêmio conseguiu uma vitória dramática, por 1 a 0, que foi bastante comemorada tendo em vista sua importância naquele momento. 

O gol foi anotado aos 13 minutos da etapa final, em uma cobrança de falta combinada que acabou com a conclusão do estreante Luiz Fernando. A bola ainda desviou na zaga, enganando o goleiro da equipe paulista. Outro estreante da tarde foi o volante Sandro Goiano, de grande atuação.

A vitória não só colocou o Grêmio novamente entre os oito primeiros, como trouxe de volta a tranqüilidade ao técnico Mano Menezes e ao grupo de jogadores.

Grêmio: Galatto, Patrício, Domingos, Marcelo Oliveira e Raone (Escalona); Nunes, Sandro, Bruno e Luiz Fernando (Marcel); Marco Aurélio (Fábio Bala) e Osmar. Técnico: Mano Menezes.

Santo André: Júlio César, Valdomiro, Dedimar e Diego Padilha; Alexandre, Marquinhos, Ramalho, Rafinha e Galego (Edmílson); Rodrigão (Jaques) e Sandro Gaúcho. Técnico: Sérgio Soares.