Doze anos depois de conquistar a Copa Libertadores, e com o mesmo Fábio Koff na presidência do clube, o Grêmio começava a trilhar o árduo caminho do bicampeonato da competição.

Ao longo do torneio, a equipe foi mostrando sua força e determinação, principalmente em partidas difíceis e históricas, como os 5 a 0 sobre o Palmeiras e o 3 a 0 no Olímpia em pleno Defensores del Chaco, na capital paraguai de Assunción.

Na final, o Grêmio teve pela frente o habilidoso Nacional de Medellín. Ao contrário de 1983, desta vez a primeira partida foi disputada no Olímpico, e o Grêmio garantiu uma boa vantagem: 3 a 1, com um gol contra de Marulanda, um de Jardel e outro de Paulo Nunes.

O dia 30 de agosto de 1995 colocou o Grêmio no lugar mais alto da América do Sul. O Nacional, empurrado por 50 mil fanáticos torcedores que superlotaram o estádio colombiano, saiu na frente logo aos 12 minutos com um gol de Aristizábal.

A partir daí, a pressão do Nacional aumentou, mas o Grêmio estava determinado e soube conter os colombianos. Foi assim até os 39 minutos do 2º tempo, quando Dinho, símbolo da raça gremista, empatou a partida numa cobrança de pênalti. A festa já tomava conta da pequena torcida gremista presente no estádio quando o árbitro encerrou a partida: O Grêmio era bicampeão da América.

FICHA DO JOGO > COPA LIBERTADORES

  • Estádio: Atanasio Girardot
  • Local: Medellín (Colômbia)
  • Data: 30/08/95

  • ÁRBITRO
    Salvatore Imperatore (CHI)

  • AUXILIARES
    Márcio Sandez (CHI)
    Mário Maldonado (CHI)

  • GOLS
    Dinho (GRE - 40' do 2° Tempo) - pênalti
    Aristizábal (NAC - 12' do 1° Tempo)

  • SUBSTITUIÇÕES - GRÊMIO
    Entrou Luciano, saiu Adílson.
    Entrou Alexandre, saiu Paulo Nunes.
    Entrou Nildo, saiu Jardel.

  • SUBSTITUIÇÕES - NACIONAL
    Entrou Herrera, saiu Santa.
    Entrou Matamba, saiu Arangó.
    Entrou Pabón, saiu Mosquera

  • CARTÕES VERMELHOS
    Goiano (GRE)

  • PÚBLICO
    Público total: 50.000
GRÊMIO (1) ATLÉTICO NACIONAL (1)
Danrlei Higuita
Arce Santa
Rivarola Marulanda
Adílson Foronda
Roger Mosquera
Dinho Serna
Goiano Gutierrez
Arílson Arango
Carlos Miguel Alexis Garcia
Paulo Nunes Angel
Jardel Aristizábal
TÉCNICO: Luiz Felipe Scolari TÉCNICO: Juan José Peláez
  • CONSELHO DELIBERATIVO

    Presidente: Flávio Obino
    Vice-presidente: Oly Fachin

  • DIRETORIA E COMISSÃO TÉCNICA

    Presidente: Fábio André Koff
    Vice de futebol: Luiz Carlos P. Silveira Martins
    Diretor: Alceu César Pacheco
    Supervisor: Antônio Carlos Verardi
    Preparador físico: Paulo Paixão
    Médico: Paulo Rabaldo

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